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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

COURO DE BOI


Com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade em torno de ações para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais, o Servas e o Governo de Minas lançaram a campanha de valorização da pessoa idosa. O lançamento foi feito pela presidente do Servas, Andrea Neves, e pelo governador Aécio Neves.
"Não é a primeira vez que o Servas e Governo de Minas se unem a empresas de comunicação em torno de causas de interesse social. Em 2008, a campanha contra o abuso sexual e a violência doméstica fez as denúncias se multiplicarem. Em 2006 sensibilizamos para o drama dos desaparecidos. Mas esta campanha, de valorização da pessoa idosa na nossa sociedade, talvez seja a mais difícil. Porque não estamos falando dos outros, mas de nós mesmos. E depende da mudança de postura de cada um. Essa campanha sensibiliza para o respeito e afeto com essas pessoas. É o ponto de partida para outras questões", disse a presidente do Servas, Andrea Neves.

A campanha, está sendo veiculada em TVs, rádios e impressos e chama a atenção para a necessidade da mudança de atitude e inclusão dos idosos na rotina das famílias. Foram produzidos dois filmes, sendo que o primeiro a ser divulgado tem o cantor Zezé di Camargo, que aderiu à campanha não cobrando cachê . O segundo mostra imagens de idosos sozinhos em casa, enquanto outras pessoas relatam uma rotina que não os inclui.
Veja o vídeo:



COURO DE BOI

Existe um velho ditado
Que é do tempo do sagáio
Diz que um pai cuida de dez filhos
Mas dez filhos num cuida de um pai

Sentindo o peso dos anos
Sem poder mais trabalhar
O velho peão estradeiro
Com seu filho foi morar

O rapaz era casado
E a mulher deu pra implicar
"Ocê manda o véio embora
Se num quiser que eu vá"

E o rapaz, coração duro,
Com seu pai foi conversar:
"Para o senhor se mudar
Meu pai eu vim lhe pedir
E hoje aqui da minha casa
O senhor vai ter que sair,
Leva este couro de boi
Que eu acabei de curtir
Para lhe servir de coberta
Aonde o senhor for dormir"

O pobre velho calado
Pegou o couro e partiu
Seu neto de oito anos
Que àquela cena assistiu
Correu atrás do avô
E seu paletó sacudiu
Metade daquele couro
Chorando ele pediu

O velhinho comovido
Para não ver o neto chorando
Partiu o couro no meio
E pro menino foi dando

O menino chegou em casa
Seu pai foi lhe peguntando
Pra quê ocê quer este couro,
Que seu avô ia levando?

Disse o menino ao pai:
"Um dia eu vou me casar
O senhor vai ficar velho
E comigo vai querer morar
Pode ser que aconteça
De nóis não se combinar
E esta metade do couro
Vou dar para o senhor levar"



Atenção, respeito e cuidado com nossos idosos!


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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mensagem de Fim de Ano

Ártemis Ricardo de Oliveira *


É chegado o final do ano, época em que é comum colocarmos na balança todas as nossas realizações pessoais e profissionais, e principalmente fazermos planos para o ano seguinte esperando que tudo seja diferente e melhor. Mais uma etapa se encerra e o aprendizado abriu novos horizontes.

Viajamos em tantas áreas da ciência. Conhecemos tantos períodos da história. Viramos cientistas. Atletas. Malabaristas na arte de viver. Desvendamos segredos das Exatas. Tornamo-nos mais sensíveis. E chegamos vivos até aqui. Alguns se despedem e partem para uma nova seara. Cresceram. Amadureceram. Mudaram de tamanho e de estatura política. Vão navegar em outros mares. Outros voltarão no ano que vem. Virão com novas histórias para contar. Virão carregados de expectativas. E tudo retornará ao seu curso. E tudo será diferente. Nada se repete.

O fim de ano é um momento de reflexão. É um corte no tempo para que possamos rever tudo que se viveu. É uma pausa. No turbilhão da vida, às vezes, é preciso parar. Parar e pensar. E há muito para pensar. O ano passa muito rapidamente, mas passa carregado de acontecimentos, que ora surpreendem e ora alimentam a rotina. Parar e até mesmo lamentar pelo que ficou faltando. Lamentar pelos projetos não executados, pelas promessas não cumpridas. É tempo de novas promessas. É tempo de renovar aquelas que parecem ter sido prometidas tantas vezes e que ainda não alcançaram a realização. Não importa. O pior é deixar de planejar. É deixar de sonhar. E o novo ano não pode recomeçar sem sonho. Senão, nasce velho. Nasce embotado.

Vivemos mais um ano. E como isso foi bom. Tivemos, sim, problemas. Algumas separações. Algumas quedas. Mas estamos aqui. E temos que agradecer por estarmos vivos, juntos, e dispostos a recomeçar. Não queremos o desânimo dos que acham que tudo será como tudo sempre foi e que novidade é coisa de românticos. Queremos um coração capaz de vibrar. Queremos a fortaleza dos que não se abatem e a sabedoria dos que experimentam o novo sempre com um singelo sorriso.

Sabemos que o novo ano virá e trará suas novas e próprias preocupações. Há muito a se fazer para que o mundo seja melhor. Quem sabe, no ano que virá, não se convertam em realidade as utopias que nos alimentam. Quem sabe, com forças renovadas, sejamos capazes de lutar com mais galhardia pelos ideais que temos. Quem sabe o céu esteja mais estrelado nas noites de lua cheia. E graças ao milagre que é viver no ano que vem prosseguiremos sonhando e realizando.

Desejo-lhe e a todos os seus familiares um Natal com muita alegria, saúde e felicidade e que em 2010 todos os nossos sonhos e ambições se realizem.


* Ártemis Ricardo de Oliveira é Administrador, Professor e Consultor Organizacional, especialista em Gestão Estratégica, Qualidade e Controladoria. É um Pontenovense perdido no litoral Brasileiro.




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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Clube da Esquina - Trem de Doido

Museu da Loucura

A fantástica letra de “Trem de Doido” encontra-se no museu da loucura, em Barbacena – Minas Gerais. Em bom “mineirês”, “Trem de Doido” significa algo sensacional. É o melhor adjetivo para definir a canção...


TREM DE DOIDO

Lô Borges

Composição: Lô Borges & Márcio Borges


Noite azul, pedra e chão

Amigos num hotel

Muito além do céu

Nada a temer, nada a conquistar

Depois que esse trem começa andar, andar

Deixando pelo chão

Os ratos mortos na praça

Do mercado

Quero estar, onde estão

Os sonhos desse hotel

Muito além do céu

Nada a temer, nada a combinar

Na hora de achar meu lugar no trem

E não sentir pavor

Dos ratos soltos na casa

Minha casa

Não precisa ir muito além dessa estrada

Os ratos não sabem morrer na calçada

É hora de você achar o trem

E não sentir pavor

Dos ratos soltos na casa

Sua casa.

Sua casa.


Lô Borges e Tianastácia



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu, modo de usar

Martha Medeiros



Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte!
Se nada disso funcionar ... experimente me amar!


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As faces da saudade



Saudade não é apenas falta
Do que se teve e se perdeu,
Mas a lacuna dos incontáveis
Momentos que não se viveu.

Os olhos buscando insaciáveis
Imagens que a memória retém
Fragilmente, e que, de repente,
Qual sonho, turvam-se; vão e vêm.

Saudade é aquilo que sente
De um futuro que nunca existiu,
De todos os anseios contidos,
De alguém que um dia partiu.

Saudade dos gestos reprimidos,
Da palavra pensada e não dita,
Dos desejos jamais saciados,
Da promessa de alegria infinita.

Shirley Carreira


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