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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Som das Gerais


“A mais brasileira de todas as músicas”.

Ebinho Cardoso se referindo à música Mineira


HISTÓRIA DO CLUBE DA ESQUINA

Clube da Esquina

No início da década de 1960, jovens músicos iniciaram uma série de encontros despretensiosos. Amigos que se conheceram aos poucos, de vários lugares, mas que se cruzaram em Belo Horizonte, iriam provocar uma revolução musical. Freqüentadores assíduos de bares, restaurantes e pontos boêmios, criaram várias referências na ainda jovem capital mineira. Mas o lugar que realmente tem as suas caras é certo cruzamento, entre as ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza.



Próximo de lá, morava um jovem de nome Salomão Borges Filho, ou simplesmente Lô, como fora apelidado. Lô, que era filho do meio entre onze filhos, e a esquina próxima à sua casa, seriam imortalizados. Começava a se desenhar o Clube da Esquina.


Fernando Brant e Milton Nascimento

O Clube contou em sua totalidade com quarenta e um integrantes, mas a maioria desses componentes não teve relação direta com os trabalhos do Clube. Eis aí uma forte característica do grupo: não era algo fechado, burocrático. Todos podiam dar opinião e contribuições. Foi inicialmente representado por Milton Nascimento, Wagner Tiso, Fernando Brant, Nivaldo Ornelas, Paulo Braga, Toninho Horta e Márcio Borges. Algum tempo depois, Flávio Venturini, Lô Borges, Beto Guedes, Celso Adolfo e uma verdadeira constelação de compositores, intérpretes e colaboradores foram sendo agregados.


Os Borges

Para melhor entender a época abordada, faremos uma breve contextualização política e cultural.

O Brasil vivia, desde 1964, uma ditadura militar, e direitos básicos como a liberdade de imprensa e de expressão foram fortemente podados. Nos Estados Unidos, o movimento hippie ganhava força, assim como o movimento feminino e os beatniks. Na França ocorreu o lendário maio de 1968.


Márcio Borges, Tadeu Franco e Milton

Na música, o rock’n’roll era a sensação do momento. Grupos como Rolling Stones, Beatles, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, ditavam as regras do inovador estilo em voga. O Rock’n’roll, que se baseava no blues dos negros americanos, com guitarras distorcidas e com maior velocidade, se destacava também por suas letras de protesto – assim como sua atitude.

Entre os tupiniquins, a Bossa Nova havia surgido no fim da década de 1950. O termo designa um movimento que misturava samba e jazz. Possui forma específica de ser tocada, com batida inconfundível e acordes dissonantes, além de ser cantada suavemente. A Jovem Guarda tentara absorver a influência do rock americano, e tornou-se febre em meados da década de 1960. Seu ritmo ficou conhecido como iê-iê-iê e utilizava-se de letras descontraídas, voltadas para o público adolescente. Por fim, a Tropicália, ou Tropicalismo, foi uma manifestação em diversas áreas culturais, mas se destacou na música, com fortes posturas comportamentais.



Em meio a tanto reboliço e apreensão, esses jovens se encontraram, fortaleceram seus laços, e lançaram os dois trabalhos: Clube da Esquina, de 1972, e Clube da Esquina 2, de 1978.


O "CLUBE"


CLUBE DA ESQUINA - 1972

Faça aqui o Download


1. Tudo que você podia ser
(Márcio Borges - Lô Borges)
Interpretação: Milton Nascimento
2. Cais
(Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
Interpretação: Milton Nascimento
3. O trem azul
(Lô Borges - Ronaldo Bastos)
Interpretação: Lô Borges
4. Saídas e Bandeiras nº 1
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Interpretação: Beto Guedes / Milton Nascimento
5. Nuvem cigana
(Lô Borges - Ronaldo Bastos)
Interpretação: Milton Nascimento
6. Cravo e canela
(Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
Interpretação: Lô Borges / Milton Nascimento
7. Dos cruces
(Carmelo Larrea)
Interpretação: Milton Nascimento
8. Um girassol da cor de seu cabelo
(Márcio Borges - Lô Borges)
Interpretação: Lô Borges
9. San Vicente
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Interpretação: Milton Nascimento
10. Estrelas
(Márcio Borges - Lô Borges)
Interpretação: Lô Borges
11. Clube da Esquina nº 2
(Lô Borges - Milton Nascimento)
Interpretação: Milton Nascimento
12. Paisagem na janela
(Lô Borges - Fernando Brant)
Interpretação: Lô Borges
13. Me deixa em paz
(Ayrton Amorim - Monsueto)
Interpretação: Alaíde Costa / Milton Nascimento
14. Os povos
(Márcio Borges - Milton Nascimento)
Interpretação: Milton Nascimento
15. Saídas e Bandeiras nº 2
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Interpretação: Beto Guedes / Milton Nascimento
16. Um gôsto de Sol
(Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
Interpretação: Milton Nascimento
17. Pelo amor de Deus
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Interpretação: Milton Nascimento
18. Lilia
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Interpretação: Milton Nascimento
19. Trem de doido
(Márcio Borges - Lô Borges)
Interpretação: Lô Borges
20. Nada será como antes
(Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
Interpretação: Beto Guedes / Milton Nascimento
21. Ao que vai nascer
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Interpretação: Milton Nascimento

Fontes: http://clubedaesquina1.multiply.com

http://www.museudapessoa.net






Continua...


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3 comentários:

Shirley Carreira disse...

Gostei muito.

Róber disse...

è hora de achar o seu lugar no trem e não sentir pavor dos ratos soltos na praça....
cois de doido Idinha
mais beijo no coração

DE TUDO UM POUCO disse...

...nada a temer, nada a conquistar depois que esse trem começa a andar, andar deixando pelo chão os ratos mortos na praça, do mercado...

"Cois de doido messs" Isso é sua cara,né? Podexá que vai ter um post só pra essa música...aguarde!!

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