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terça-feira, 22 de setembro de 2009

AS MULHERES NA MATEMÁTICA - I

"...O simples aspecto da mulher, revela que ela não é destinada nem aos grandes trabalhos intelectuais, nem aos grandes trabalhos materiais."
Schopenhauer
(Esboço sobre as mulheres)



Hipátia de Alexandria (370 - 415)


Através dos séculos as mulheres foram desencorajadas a estudar matemática, mas apesar da discriminação houve algumas que lutaram contra os preconceitos gravando seus nomes na história da ciência. Durante séculos, num mundo de dominação essencialmente masculina. Pelo menos, até pouco tempo a participação da mulher foi restringida a ponto de ser-lhes proibido o acesso ao universo intelectual. Principalmente no campo científico. Na Matemática, por exemplo, a maioria das histórias que se contam são sobre matemáticos. Todos os teoremas que conhecemos, tanto no Ensino Fundamental quanto no Médio tem nomes de matemáticos.

A história da Matemática está recheada de matemáticos-homens, ou, melhor, foi feita por homens. Ao longo dos séculos as mulheres foram sempre colocadas numa posição subalterna em relação aos homens, mas também foram sempre “sacrificadas” e marginalizadas. Apesar disso é possível encontrar na história da matemática algumas mulheres que se tornaram notadas e ficaram na história, principalmente, pela sua inteligência, pela sua cultura, pelo seu valor.

Entre os gênios matemáticos da Antiguidade está Hipátia de Alexandria (370 - 415), a primeira grande matemática de que se tem conhecimento e que ficou na história, exatamente por ser uma mulher muito bela e ao mesmo tempo muito inteligente, e talentosa.

A sua educação envolveu arte, ciência, literatura, filosofia, oratória, retórica e religião. O seu pai, Teon de Alexandria, eminente matemático no Museu de Alexandria do qual chegou a ser diretor, foi o seu professor, com o qual aprendeu geometria e astronomia.
Viveu numa época de confrontos religiosos e foi vítima deles. Negando ter qualquer religião, apresentando-se como ateia, foi torturada até à morte pelos seguidores de S.Cirilo, fanáticos cristãos que não lhe perdoaram a inteligência e o fulgor da sua beleza e sabedoria.

Embora não se conheça a sua obra fala-se que escreveu sobre Diofanto e Apolónio (Tratado sobre as cónicas – elipse, hipérbole e parábola) e juntamente com o seu pai terá escrito um tratado sobre Euclides. No entanto, das suas obras pouco se conhece.

Fala-se de Hipátia pelo seu destino trágico, pela sua beleza e inteligência, mas também pela sua contribuição científica. Através das cartas que um seu ex-aluno, Synesius de Cirene (370 – 413 d.C.), lhe escrevia para pedir conselhos, sabe-se que ela inventou instrumentos para a astronomia – astrolábio e planisfério – e também aparelhos para a física – o hidroscópio.





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